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quinta-feira, 1 de julho de 2010
O amor aceita o erro (parte 3 de 3)
O apóstolo Paulo escreveu aos romanos que o direito de vingança pertence a Deus. “A ninguém torneis mal por mal; procurai as coisas honestas, perante todos os homens. Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens. Não vos vingueis a vós mesmos, amados, mas dai lugar à ira, porque está escrito: Minha é a vingança; eu recompensarei, diz o Senhor” (Romanos 12.17-19).
Você pode estar se perguntando por que Deus é vingativo. Na verdade, somente ele sabe a dose certa da punição. Se nós mesmos fôssemos os julgadores, iríamos nos exceder, pois faz parte da nossa natureza humana pagar o mal com o mal em excesso.
Entenda, também, que o perdão não é simplesmente abrir mão da vingança. Algumas pessoas não se vingam, contudo, não libertam o pecador da sua condição de transgressor quando este se arrepende. Quem perdoa não usa o pecado do outro para atacá-lo e castigá-lo sempre que deseja. Algumas pessoas usam isso para envergonhar seus agressores. Esse é o pior tipo de vingança.
Se você está disposto a perdoar alguém de verdade, deve esquecer o erro e não atribuí-lo mais ao pecador. Não use o erro do seu próximo para castigá-lo no futuro. Esquecer é deixar no passado o que aconteceu no passado e viver tudo o que o presente pode oferecer de melhor.
Lembre-se de que o pecado prejudica as relações entre as pessoas e nossa relação com Deus. O ofendido se sente ferido e, às vezes, irado pela injustiça que sofreu. O perdão proporciona cura espiritual ao relacionamento. Ainda que o pecador se recuse a se arrepender, não podemos deixar que a raiva, o ódio e a amargura dominem nossos corações.
Devemos nos preparar para liberar perdão.
O primeiro passo é lembrar que nós mesmos somos pecadores e carentes do perdão de Deus. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3.23). Como seguidores de Cristo, o Pai já nos concedeu seu perdão no momento em que nos arrependemos de nossos pecados, no momento de nosso batismo, de nossa confissão pública de fé (Marcos 1.4).
Deus nos perdoou de uma grande dívida, nos concedendo a salvação. Por que, então, não agiríamos da mesma forma para com nosso próximo? Certamente podemos perdoar as pessoas que nos devem muito menos do que devíamos para o Pai. “Antes sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo” (Efésios 4.32).
Renato Collyer
domingo, 20 de junho de 2010
O amor aceita o erro (parte 2 de 3)
Se o perdão liberado por nós for completo, seremos perdoados. Do contrário, se não perdoarmos de verdade, não seremos perdoados pelo Pai. Perceba que Cristo, na oração do Pai Nosso, não disse “quando perdoamos”, mas “assim como perdoamos”.
O perdão divino é, portanto, condicional, pois Deus perdoa livremente, não exigindo a morte da pessoa que pecou. A morte de Jesus redimiu toda condenação. Seu sacrifício pagou a pena por nossos pecados.
Em contrapartida, Deus exige somente confissão de fé e arrependimento como condições para o perdão do pecador. “Se com a tua boca confessares ao Senhor Jesus, e em teu coração creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo. Visto que com o coração se crê para a justiça, e com a boca se faz confissão para a salvação” (Romanos 10.9-10).
Para que o perdão divino seja concedido é necessário arrependimento e uma verdadeira mudança de pensamento.
Deus nos convida a perdoar assim com ele perdoa.
Quando uma pessoa é capaz de perdoar facilmente demonstra que está em comunhão com o Pai e que está se esforçando para parecer com Jesus em suas atitudes. O apóstolo Paulo orientou os colossenses: “Suportando-vos uns aos outros, e perdoando-vos uns aos outros, se alguém tiver queixa contra outro; assim como Cristo vos perdoou, assim fazei vós também” (Colossenses 3.13).
Para usufruir da presença do Pai é preciso liberar perdão. Não guarde mágoas, rancor e ressentimentos em seu coração. Dê lugar somente para bons sentimentos.
Quando alguém peca contra você, ele se torna um transgressor da lei divina. Se há arrependimento e uma mudança de atitude, você precisa perdoá-lo, ou seja, libertá-lo da culpa. Quando você o perdoar, não deve mais considerá-lo como pecador. Isso significa esquecer o pecado. É claro que jamais seremos capazes de esquecer totalmente o erro como Deus o faz, mas é necessário deixar de atribuir à pessoa a culpa pelo erro que cometeu. Deste modo, você o libera de sua dívida.
Já ouvi muitas pessoas falarem: “Eu perdoo, mas não esqueço. Ele lá e eu aqui”. Quem perdoa deve realmente esquecer o que houve e não trazer à memória a ofensa recebida a cada nova oportunidade. Quem age desse maneira demonstra não ter capacidade de perdoar e, portanto, não merece ser perdoado por Deus. Se quisermos que o Senhor nos perdoe, precisamos apagar de nossa mente a ofensa recebida.
E quanto àquelas pessoas que nos fazem mal, mas que não se arrependem? Devemos perdoar esses também? Jesus disse: “Olhai por vós mesmos. E, se teu irmão pecar contra ti, repreende-o e, se ele se arrepender, perdoa-lhe. E, se pecar contra ti sete vezes no dia, e sete vezes no dia vier ter contigo, dizendo: Arrependo-me; perdoa-lhe” (Lucas 17.3-4).
Jesus nos ensina que devemos estender o perdão quando o pecador se arrepende e confessa seu pecado. Algumas pessoas pensam que é correto perdoar as pessoas sem que estas se arrependam e peçam perdão. Essa prática, no entanto, só traz malefícios. Se libertarmos quem peca contra nós sem que essa pessoa tenha se arrependido do que fez, estaremos apenas encorajando-a a continuar com sua prática destruidora.
O perdão não pode ser uma desculpa para a prática de novos erros. Jesus nos ensina que devemos perdoar quantas vezes for preciso, mas desde que haja arrependimento. Jesus disse: “setenta vezes sete” (Mateus 18.21).
Metaforicamente, isso quer dizer que devemos perdoar sempre, quantas vezes for necessário. Isso só é possível quando estamos com Cristo, pois a sua graça nos capacita a cumprir esse preceito.
Renato Collyer
(continua...)
Fonte: http://www.renatocollyer.blogspot.com/
O Desafio de romper limites
Uma das responsabilidades dos pais é estabelecer limites para os filhos. Durante a infância e adolescência, essa difícil tarefa representa a maior parte do que chamamos educação. Isto é feito por necessidade e até mesmo por medo. Ensinamos, desde cedo, que o filho não deve ir longe, porque os perigos são muitos. Não há como condenar tais atitudes dos educadores, pois muitas dessas orientações são pertinentes e indispensáveis. Ninguém pode viver sem limites. Entretanto, o que se observa, na idade adulta, é que as pessoas tornaram-se limitadas demais e precisam de estímulos para saírem do lugar.É como a história daquele elefante de circo que foi amarrado a uma estaca quando era filhote. Puxou, debateu-se, feriu-se, mas não conseguiu se soltar. Finalmente, desistiu de tentar e, mesmo depois de adulto, a pequena estaca continua sendo suficiente para prendê-lo, ainda que a força do animal seja muito maior do que era no princípio. De fato, como disse o domador, ele desconhece sua capacidade. Nisto consiste a essência dos condicionamentos.
Um bom exemplo de determinação e progresso foi o do profeta Eliseu. Enquanto acompanhava Elias, ele foi aconselhado a ficar em alguma das cidades por onde passavam. Contudo, o discípulo estava determinado a continuar seguindo seu mestre. Por causa de sua perseverança, testemunhou o arrebatamento de Elias e recebeu porção dobrada do Espírito (2 Rs 2.1-15). Ficar no meio do caminho seria uma forma de limitar suas experiências e seu ministério. Semelhantemente, os discípulos que perseveraram em seguir a Cristo também testemunharam sua subida ao céu e receberam o Espírito Santo.
Isto nos faz pensar também na visão de Ezequiel (47.1-12), na qual o profeta foi conduzido ao rio que saía do templo. Não lhe seria suficiente contemplá-lo de longe ou permanecer às suas margens. Ele deveria entrar nas águas, deixar-se envolver e avançar dentro delas, alcançando profundidades cada vez maiores, até que precisasse nadar, por não ser possível prosseguir andando. Isto é ultrapassar os limites da razão e viver pela fé. É ir além das situações controláveis, confortáveis e previsíveis, mas sempre em obediência ao Senhor. Este é o desejo de Deus para nós. Precisamos ir mais longe nas nossas experiências com ele.
Lendo os evangelhos, percebemos que Jesus vivia rompendo limites. Ele foi além daquilo que dele se esperava, superando as tradições religiosas e a lei mosaica.
Cristo rompeu limites quando, aos 12 anos, discutiu com os doutores da lei (Lc 2.46). Contrariou as expectativas de todos, quando, ao invés de continuar no ofício de José, tornou-se pregador e Mestre (Mc 6.3). Foi além ao anunciar uma mensagem diferente dos rabinos de sua época. Escandalizou os discípulos, indo à cruz. Venceu o limite da morte, quando ressuscitou e subiu ao céu. Ele fez tudo isso sem pecar, sem ultrapassar a vontade do Pai. Este era seu único parâmetro.
Quando falamos a respeito das realizações de Jesus, algumas pessoas argumentam que ele fez tudo aquilo porque era Deus e nós, como meros humanos, não podemos imitá-lo. Entretanto, Cristo, além de romper limites, viveu ensinando os discípulos a fazerem o mesmo. Eles não morreriam na cruz para salvar o mundo, mas fariam obras semelhantes às que Jesus fez e outras maiores (João 14.12). Não estamos falando de ultrapassar os limites éticos que regem as nossas vidas (nem o limite do cheque especial ou do cartão de crédito) (nem o limite de velocidade no trânsito), mas de romper limitações desnecessárias, verdadeiras barreiras que impedem o nosso crescimento.
Quando Pedro perguntou se deveria perdoar seu irmão sete vezes, talvez pensando que seria grande virtude, Jesus disse que o perdão deveria ser concedido setenta vezes sete (MT 18.21-22). Essa passagem deve conduzir-nos à reflexão. A matemática de Jesus é diferente da nossa. O resultado que ele propõe é muito maior. Pedro propôs um número apenas. O Mestre acrescentou mais um para multiplicá-lo. Não sei se Pedro conseguiu fazer as contas, mas deve ter ficado surpreso com a resposta. O homem sem Jesus vai, talvez, até o número sete. Com Jesus podemos ir, se quisermos, aos 490, 4900 etc.
Fazemos pouco e achamos que é suficiente. Queremos ir até determinado ponto, mas Jesus quer nos levar além. Estamos satisfeitos com o que já realizamos, mas o Senhor deseja que façamos muito mais. Foi isso que ele mostrou aos discípulos, quando afirmou que a justiça deles deveria superar a dos escribas e fariseus (Mt 5.20). Podemos fazer um pouco mais (ou muito mais). Não devemos parar onde estamos, pois corremos o risco do retrocesso. Precisamos ir além dos limites que nós mesmos criamos, ou criaram para nós, e que agora servem para restringir nossa experiência espiritual.
Estamos limitados em nossas iniciativas de oração, jejum, leitura bíblica, estudo, evangelização e comunhão? Somos “econômicos” como Pedro? Tudo o que fazemos para Deus representa sementes que espalhamos.
“Mas digo isto: Aquele que semeia pouco, pouco também ceifará; e aquele que semeia em abundância, em abundância também ceifará.” (2Co 9.6).
Os resultados que obtemos em nossa vida espiritual são diretamente proporcionais aos limites que estabelecemos. A fonte é inesgotável, mas os nossos recipientes são muito pequenos.
Abraão sofria por não ter filhos e sonhava em ter apenas um. Então, Deus lhe disse: “Olha agora para o céu, e conta as estrelas, se as podes contar; e acrescentou-lhe: Assim será a tua descendência” (Gn 15.5). Precisamos olhar para cima e começar a perceber a grandeza do Deus a quem nós servimos.
Jesus ensinou, no sermão da montanha, o rompimento de muitos limites, de modo que os discípulos deveriam obedecer não apenas aos requisitos mínimos estabelecidos por Moisés, mas ir além, no sentido de agradarem a Deus de forma mais completa. Assim, além de não adulterarem, evitariam a má intenção e o olhar impuro (Mt 5.27-28). Além de não matarem, evitariam o ódio e as ofensas verbais (Mt 5.21-22). A obediência à lei seria pouco diante dos propósitos de Cristo.
“A qualquer que te bater na face direita, oferece-lhe também a outra; e ao que quiser pleitear contigo, e tirar-te a túnica, larga-lhe também a capa; e, se qualquer te obrigar a caminhar uma milha, vai com ele duas” (Mt.5.39-41).
Talvez pensemos em rompimento de limites como uma atitude de conquistas cada vez maiores. Está certo, mas existe também o aspecto de renúncias cada vez maiores, de acordo com o propósito de Deus e a experiência individual. Afinal, quem avança, deixa muitas coisas para trás. Renúncias e conquistas sempre estão ligadas. Não podemos ter o Egito e Canaã ao mesmo tempo.
Fazer apenas aquilo a que somos obrigados é pouco. Jesus disse que o servo que só faz o que foi mandado é inútil (Lc 17.10). Cumprir apenas a exigência e o costume é pouco. Precisamos ir além, no sentido de sermos melhores do que somos, vivendo como o atleta que sempre busca ultrapassar seu próprio recorde.
Desconfio que a vida cristã de muitas pessoas possa ser comparada a uma receita de bolo: uma colher de oração, duas xícaras de leitura bíblica, uma pitada de fé, um culto por semana, uma ceia por mês. Penso que estamos sendo econômicos demais, quando não deveríamos ser.
Criamos muitas restrições: Vou ao culto, mas não ao monte. Evangelizo na praça, mas não entro em hospitais. Leio os salmos, mas não leio Apocalipse. Oro por enfermos, mas não expulso demônios. Assim, evitamos o conhecimento e maiores experiências com Deus. Não estamos tratando de obrigações, mas de ir além delas.
O apóstolo Paulo também queria que os irmãos fossem além do que já haviam conquistado. Nesse sentido, escreveu aos coríntios: “O que fala em língua, ore para que a possa interpretar” (1Co 14.13). É preciso avançar.
Nenhum de nós poderá fazer tudo sozinho, pois os membros do corpo são muitos e cada um tem sua função. Entretanto podemos fazer mais, dentro da nossa área de atuação. Os mais dedicados e versáteis serão como as mãos, que podem fazer inúmeras coisas. Os mais especializados serão como os olhos, que fazem uma coisa só, mas que o façam com excelência.
Em suas últimas palavras aos discípulos, Jesus os estimulou novamente ao rompimento dos limites ao dizer:
“Mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até os confins da terra”. (At 1.8).
O projeto de Cristo é ambicioso (no bom sentido). Se somos seus discípulos, precisamos acompanhá-lo, rompendo fronteiras e barreiras para levar a muitos a boa palavra de Deus.
“Ora, àquele que é poderoso para fazer tudo muito mais abundantemente além daquilo que pedimos ou pensamos, segundo o poder que em nós opera, a esse seja glória na igreja e em Cristo Jesus, por todas as gerações, para todo o sempre. Amém” (Ef 3.20-21)
::Anísio Renato de Andrade
Bacharel em Teologia
http://www.anisiorenato.com/
Colaborador do portal Lagoinha.com
30 dias de oração
Nos meses de junho e julho deste ano, o mundo todo estará voltado para o evento que une fãs de futebol e torcedores de seus países. A Copa do mundo é um momento em que as nações passam a ter o sentimento de confraternização. Em alguns países, por exemplo, no momento em que sua seleção entra em campo, algumas empresas reúnem os funcionários para assistir ao jogo, alguns comércios fecham e outros abrem especificamente para receber as torcidas.
A mídia também acaba voltando sua atenção para esse tema nos anúncios de jornais, revistas e comerciais de televisão. Um banco, por exemplo, usou a imagem de duas crianças de origens diferentes, um é judeu, o outro palestino, e o futebol os une. Possivelmente, em eventos desse porte, em que várias nações participam, as pessoas esperam que haja um pouco mais de paz e união no mundo.
A Missão Portas Abertas aproveita esse ensejo para finalizar o DIP 2010 com a Campanha 30 dias de oração em favor de três países que figuram na Classificação de países por perseguição, que é a lista das nações mais intolerantes ao cristianismo.
O período escolhido é exatamente o período da Copa, ou seja, de 11 de junho a 11 de julho. E os países que integram nossa campanha são a Coreia do Norte, Argélia e Nigéria, que ocupam a 1ª, 25ª e 27ª posições na Classificação.
Serão 10 dias de oração para cada país, totalizando os 30 dias. O intuito da Missão Portas Abertas é estritamente o de orar por esses países, independentemente do resultado dos jogos. Nosso dever enquanto Corpo é interceder uns pelos outros, portanto, vamos aproveitar a oportunidade que esse evento traz e vamos clamar por essas nações e por nossos irmãos perseguidos.
Faça o download dos pedidos de oração.
Participe deste importante momento de unidade e clamor em favor de nossos irmãos perseguidos. Afinal, as Escrituras nos exortam: “Orem continuamente” (I Tessalonicenses 5.17).
A mídia também acaba voltando sua atenção para esse tema nos anúncios de jornais, revistas e comerciais de televisão. Um banco, por exemplo, usou a imagem de duas crianças de origens diferentes, um é judeu, o outro palestino, e o futebol os une. Possivelmente, em eventos desse porte, em que várias nações participam, as pessoas esperam que haja um pouco mais de paz e união no mundo.
A Missão Portas Abertas aproveita esse ensejo para finalizar o DIP 2010 com a Campanha 30 dias de oração em favor de três países que figuram na Classificação de países por perseguição, que é a lista das nações mais intolerantes ao cristianismo.
O período escolhido é exatamente o período da Copa, ou seja, de 11 de junho a 11 de julho. E os países que integram nossa campanha são a Coreia do Norte, Argélia e Nigéria, que ocupam a 1ª, 25ª e 27ª posições na Classificação.
Serão 10 dias de oração para cada país, totalizando os 30 dias. O intuito da Missão Portas Abertas é estritamente o de orar por esses países, independentemente do resultado dos jogos. Nosso dever enquanto Corpo é interceder uns pelos outros, portanto, vamos aproveitar a oportunidade que esse evento traz e vamos clamar por essas nações e por nossos irmãos perseguidos.
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Participe deste importante momento de unidade e clamor em favor de nossos irmãos perseguidos. Afinal, as Escrituras nos exortam: “Orem continuamente” (I Tessalonicenses 5.17).
A intimidade do casal de namorados
É comum que um casal de namorados concorde com qualquer conceito que favorece o relacionamento deles. Mas, se algo dificulta usufruir do grande amor que um tem pelo outro, então isso não é bem-vindo, mesmo que venha da Bíblia e de Deus. Os apaixonados são cúmplices, se entendem muito bem e acham que ninguém é capaz de compreender a dimensão do amor que têm.Alguns casais acham que ter relações sexuais no namoro, é um meio de se conhecerem melhor e provarem o amor mútuo, mesmo que esse seja um argumento simplista demais. Pelo fato de namorarem a alguns meses, acham que “se conhecem muito bem”. Muitos quando começam o namoro, não concordam com isso, mas, como “o amor é cego”, com o tempo esse pensamento cai por terra. Os anticoncepcionais facilitam essa prática.
Quando o casal está de acordo, essa aventura se concretiza facilmente. Porém, o que muitos não sabem é que na hora mais esperada as coisas não acontecem como imaginadas. A falta de experiência, o sentimento de culpa, o medo de serem descobertos e a necessidade de manterem o fato escondido, se torna um tormento e não um prazer. Sem falar na possibilidade de uma gravidez indesejada e possíveis doenças sexualmente transmissíveis. E aí, aquilo que poderia ser um prazer, pode se tornar um terror que poderá permanecer por toda a vida, pois a consciência é a única namorada da qual jamais poderemos nos livrar. Quanto à falta de experiência, ninguém precisa treinar para isso, ela acontece naturalmente no casamento. Os órgãos genitais não se atrofiam e facilmente se ajustam, pois são feitos de músculos.
A chamada “prova de amor” com o sexo antes do casamento, é exatamente falta de amor. A Bíblia diz que “o amor não pratica o mal contra o próximo” (Rm 13.10). E o sexo no namoro é um mal a si e ao próximo, pelas razões já citadas e tantas outras. A desconfiança paira na relação. Se ele e ela não foram capazes de esperar até o casamento, poderão suportar um caso dentro casamento? Se não foram capazes de dizer “não” antes do casamento, qual será a resistência para não dizerem um outro “sim” fora do casamento? Que modelo darão aos filhos ao ensinarem os bons princípios de conduta nessa área? É claro que Deus perdoa esse pecado, mas a cicatriz fica.
A intimidade do casal deve ser no coração, não nos órgãos genitais com carícias e relações sexuais. Um casal de namorados que não desenvolve uma verdadeira amizade, se torna mais vulnerável, mesmo depois do casamento. O calor da paixão na adolescência é pouco consistente como prova para os anos seguintes. Essa é uma fase de mudanças rápidas no corpo e nas emoções. Sabe-se que um adolescente pode se apaixonar em média até cinco vezes antes de completar vinte anos. Cada um deve se guardar para aquela pessoa com a qual se viverá por toda a vida depois do casamento.
Volto a citar os anticoncepcionais, para dizer que eles não fazem bem para uma menina adolescente. Por impedir a ovulação, eles alteram o ciclo menstrual, podendo até provocar esterilidade. Se o uso de pílulas acontecer por muito tempo, a moça poderá ter sua menstruação completamente interrompida, exigindo um complexo tratamento posterior. Em nome do amor paixão, não compensa abusar do próprio corpo com pílulas e práticas sexuais com uma pessoa que você não tem aliança com ela. A satisfação de alguns minutos não podem superar a tortura de dias, meses e anos pela frente. Por mais que se queira negar, é impossível viver em paz no pecado.
As implicações das intimidades físicas no namoro são muito abrangentes. Os pais não concordam e sofrem com elas na vida de seus filhos. Que amor é esse que provoca lágrimas quentes no rosto de uma mãe e de um pai com uma filha que perdeu a virgindade com o namorado, ou com uma gravidez inesperada? Que pai ou mãe se orgulha de ter um filho com fama de garanhão? Quem gostaria de conviver com lembranças indesejadas quando na cama com seu cônjuge e lembrar de outras relações sexuais com uma pessoa que faz parte do passado?
Enquanto escrevo esta página, estou completando 29 anos de namoro com minha esposa. Ela foi minha primeira namorada e eu fui seu primeiro namorado. Éramos adolescentes quando começamos o namoro, sem experiências e muitas instruções, mas Deus nos preservou maravilhosamente com sua graça. Eu tenho dito que não temeria mostrar literalmente o filme de nosso namoro para ninguém. É verdade que tivemos nossos momentos quentes de emoções fortes, mas nada que nos comprometesse à luz dos padrões de Deus revelados em sua Palavra, a Bíblia. O que nos ajudou a ter um namoro positivo, foi o nosso compromisso com Deus e o seu Reino. Sempre fomos envolvidos com a obra do Senhor, líamos a Bíblia e orávamos juntos. Isso certamente fez a diferença.
Estou escrevendo sobre a intimidade dos namorados, mas não posso deixar de mencionar a importância da intimidade dos pais com seus filhos. Não tenho dúvidas em afirmar que muitos namoros indecorosos são reflexos de filhos carentes de afeto e amor por parte de seus pais. Todos nós temos uma espécie de balão emocional. Os pais são os primeiros responsáveis em manter esse balão cheio na vida de seus filhos. Isso acontece na vida comum do lar, com palavras, ações e reações. Quando a criança cresce e chega à adolescência com esse balão vazio, ela se torna presa fácil em uma paquera e pouco se faz necessário para ela se entregar incondicionalmente a alguém, devido o vazio que precisa ser preenchido. Antes de qualquer outra coisa, o jovem quer amizade, afeto, respeito, carinho. Quando ele tem isso, muitas vezes não acontece a intimidade física no namoro. Ela é reservada para o casamento.
A intimidade física no namoro não compensa. O que é feito em nome do amor, tantas vezes acaba com a auto-estima. Muitas moças engordam muito na adolescência com o uso de anticoncepcionais. Isso sem falar em muitos gastos na tentativa de superar as conseqüências de uma decisão sem sabedoria. Ninguém terá uma vida sexual saudável fora do casamento. Deus estabeleceu isso e ninguém será capaz de mudar. Quando tentamos quebrar as leis, na verdade estamos quebrando a nós mesmos.
Acima de tudo, a intimidade do casal deve ser com Deus. A Bíblia diz: “O SENHOR confia os seus segredos aos que o temem, e os leva a conhecer a sua aliança” (Sl 25.14). E mais: “Deleite-se no SENHOR, e ele atenderá aos desejos do seu coração. Entregue o seu caminho ao SENHOR; confie nele, e ele agirá” (Sl 37.4-5). Deus deve ser o centro de um namoro abençoado. Se ele for colocado em primeiro lugar, o casal terá toda a direção, sabedoria e equilíbrio para lidar bem com todas as situações. O prazer da comunhão com Deus nunca pode ser subestimado pelo prazer da intimidade no namoro. Se assim for feito não será Deus que atenderá os desejos do nosso coração, mas nós mesmos satisfazendo os desejos carnais, egoístas e contrários à vontade de Deus, o que só trará tristezas, mesmo que precedidas de efêmeras alegrias. Quem tem intimidade com Deus, tem intimidade certa, na hora certa, com a pessoa certa devidamente. Não devemos nos amoldar ao padrão de namoro deste mundo, mas nos mantermos firmes na Palavra de Deus, renovando a mente com tudo o que for verdadeiro, nobre, correto, puro, amável, de boa fama, e tudo o mais que for excelente e digno de louvor (Rm 12.2; Fp 4.8).
por Antonio Francisco
Fonte: http://www.sexocristao.com/
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